sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A carta de Pero Vaz de Caminha

A carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita no pariodo de descoberta do Brasil e apesar de ser um relato informativo a carta possui uma enorme carga poetica.
A chamada literatura de informação tinha como objetivo informar a corte portuguesa sobre os fatos e ocorridos durante as viajens. Assim a carta ficou conhecida como a certidão de nascimento do brasil; nela contem informações de como ocorreu a viajem e de como encomtraram os primeiros indiicios de que se aproximava uma grande ilha e posteriormente um continente. Descreve como se aproximaram da terr firme e o deslumbramento pela terra exotica e intocada da terra de brasilis, assim chamada por Caminha.
Em sua carta caminha tambem conta como forao os promeiros contatos com os indigenas, as primeiras trocas de mercadorias e como os portugueses teriam descoberto que havia ouro naquelas terras.

A carta traz datas desde a partida de Portugal até a chegada nas terras desconhecidas, e de outros dias com fatos importantes que a coroa portuguesa gostaria de saber. Alem de cominha havia outros escrivões nas caravelas, mas a carta de Caminha foi considerada o escrito mais importante da epoca.

pequenas diferenças entre dois irmãos e os dois irmãos

O livro dois irmãos de Milton Hatoum conta um trama de dois irmãos gêmeos Omar e Yakub que vivem em uma família desequilibrada. A trama mostra claramente a predileção da mãe por um dos filhos, que até mesmo na hora de mandar um filho para longe, a mãe escolhe mandar o filho que não causa problemas ao invés de mandar o filho problemático. A mãe alegava que seu filho preferido precisava de mais atenção do que o outro por ter uma saúde mais delicada.
Já no livro os dois irmãos, se passa a historia de dois irmão, o homem e o irmão. O homem tem sua família bem estruturada, emprego e uma vida social bem estabelecida enquanto o irmão vive no campo a procura de preciosidade; Podemos perceber o desejo de um irmão ser o outro e a necessidade de um irmão tem da componia do outro.
São duas historias muito entesante que apesar do titulo ser muito parecido, e de haverem dois irmão, são historias distintas em seu teor literário e psicológico.

LITERATURA COMPARADA segundo Tânia Franco Carvalhal



À primeira vista, a expressão "literatura comparada" não causa problemas de interpretação. Usada no singular mas geralmente compreendida no plural, ela designa uma forma de investigação literária que confronta duas ou mais literaturas.
Eram denomidados estudos literários comparados que, pela diversificação dos objetos de análise, concedem à literatura comparada um vasto campo de atuação. Em síntese, a comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio, não um fim. Mas, embora ela não seja exclusiva da literatura comparada, não podendo, então, por si só defini-la, será seu emprego sistemático que irá caracterizar sua atuação.
O surgimento da literatura comparada está vinculado à corrente de pensamento cosmopolita que caracterizou o século XIX, época em que comparar estruturas ou fenômenos análogos, com a finalidade de extrair leis gerais, foi dominante nas ciências naturais. Entretanto, o adjetivo "comparado", derivado do latim comparativus, já era empregado na Idade Média. Já Em território francês era empregada amplamente na Europa para estudos de ciências e linguística, é na França que mais rapidamente a expressão "literatura comparada" irá se firmar
É nos primeiros decênios deste século que a literatura comparada ganha estatura de disciplina reconhecida, tornando-se objeto de ensino regular nas grandes universidades européias e norte-americanas e dotando-se de bibliografia específica e publicações especializadas.
As duas orientações referidas estão na base do corpo de doutrina do comparativismo clássico francês. A maioria dos manuais adota a denominação "escola francesa" para designar um grupo representativo de estudos onde predominam as relações "causais" entre obras ou entre autores, mantendo uma estreita vinculação com a historiografia literária. A denominação "escolas" começou justamente a ser empregada quando René Wellek se opôs ao historicismo dominante nos estudos comparados dos mestres franceses, sugerindo uma cisão entre a suposta "escola" francesa e outra, norte-americana. Ao lado da orientação francesa, também se costuma designar como "escolas" a norte-americana e a soviética. A primeira, despojada de inflexões nacionalistas, distingue-se da francesa por seu maior ecletismo, absorvendo com facilidade noções teóricas, em particular os princípios que regeram o new criticism — movimento crítico que se desenvolveu a partir dos anos 30 nos Estados Unidos. A literatura comparada é um ramo da história literária: é o estudo das relações espirituais entre as nações, relações de fato que existiram entre Byron e Púchkin, Goethe e Carlyle, Walter Scott e Vigny. Tasso da Silveira, em seu livro Literatura comparada 4, sintetiza sua atuação como professor da "nova" disciplina na então Faculdade de Filosofia do Instituto Lafayette (depois Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade da Guanabara). Sua adesão a Van Tieghem é integral, sendo que a obra de 1931 lhe fornece os dados fundamentais de suas propostas comparativistas. Em todas as importações passivas, as idéias são aceitas sem contestação. O livro de Tasso da Silveira não foge à regra: absorve integralmente as sugestões de seus mestres franceses, cuja receita era pesquisar influências, buscar identidades, ou diferenças, restringindo o alcance da literatura comparada ao terreno das aproximações binárias e à constituição de "famílias literárias".
Em todas as importações passivas, as idéias são aceitas sem contestação. O livro de Tasso da Silveira não foge à regra: absorve integralmente as sugestões de seus mestres franceses, cuja receita era pesquisar influências, buscar identidades, ou diferenças, restringindo o alcance da literatura comparada ao terreno das aproximações binárias e à constituição de "famílias literárias". O trajeto, embora rápido, pelos manuais mais conhecidos, revisa a bibliografia existente com a finalidade de destacar os aspectos essenciais de cada proposta para que seja possível contrastá-las.Assim, esse voo panorâmico em território francês, longe de ser exaustivo, ocupou-se apenas com os textos que são melhor divulgados no Brasil. Deixou de lado, por exemplo, uma contribuição fundamental, a de Etiemble, sucessor de Carré na Sorbonne.

A literatura comparada é muito mais que a comparação de dois livros ou de literaturas de países distintos, é a oportunidade que temos de conhecer as outras literatura a partir de outra literatura.